A menos de 100 dias dos Jogos Olímpicos, Brasil tem novo Ministro dos Esportes

A contagem regressiva para um dos maiores megaeventos esportivos do mundo já começou. Faltando 84 dias para o início dos Jogos Olímpicos Rio 2016, que acontece entre 5 a 21 de agosto, a pasta dos Esportes tem um novo ministro: Leonardo Picciani, deputado federal pelo PMDB-RJ. A mudança foi confirmada na tarde desta quinta-feira (12) pelo presidente em exercício Michel Temer (PMDB), que assumiu o posto após o Senado decidir acatar o pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT).

Esse é o primeiro cargo envolvendo esportes que Picciani terá em sua carreira política. Antes dele, Ricardo Leyser (PCdoB) comandou o ministério por apenas 42 dias, substituindo George Hilton (PRB), que pediu exoneração do cargo.

A instabilidade política que assola o País e tem provocado essas constantes trocas nos ministérios – em especial, o dos Esportes – reafirma a importância de se colocar no comando alguém que, minimamente, entenda do assunto. No entanto, o que acaba se sobressaindo são os interesses políticos e manutenção de bases aliadas, deixando de lado o que deveria ser o principal: a indicação de um nome forte na carreira política, mas que, ao mesmo tempo, tenha conhecimento específico para tratar o Ministério.

Não é o caso de Picciani, e não tem sido o caso dos últimos ministros escolhidos.

Torcedor injustiçado no Ministério de Temer

Após a decisão do Senado em acatar o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff (PT), o vice Michel Temer (PMDB) articulou a formação dos novos ministérios sob seu comando e escolheu Alexandre de Moraes (PSDB), então secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, para assumir o Ministério da Justiça e Cidadania.

Para o torcedor, uma grande ironia.

Moraes forma, ao lado de Fernando Capez (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo investigado pelo escândalo da merenda, e do promotor Paulo Castilho, o trio de ferro no combate às torcidas organizadas.

Também foi ele o responsável por determinar que os clássicos paulistas tenham torcida única até o final da temporada 2016, após o incidente ocorrido horas antes do jogo entre Palmeiras e Corinthians, que vitimou uma pessoa por uma bala perdida, durante o Paulistão.

Se você é torcedor, organizado ou não, saiba que o novo Ministro da Justiça continuará sendo injusto com você.

E incompetente também.

Campinas sedia Jogo das Estrelas com Hortência e Magic Paula

A sexta edição da LBF CAIXA mal acabou e a Liga de Basquete Feminino tem uma grande novidade para torcedor brasileiro. No sábado (07/05), a partir das 16 horas (de Brasília), direto do Ginásio de Esportes do Taquaral, em Campinas, interior do Estado de São Paulo, o Jogo das Estrelas da temporada 2015/2016 da LBF CAIXA será realizado.

A grande novidade desta edição do evento que recebe as principais estrelas do basquete feminino está no comando de cada uma das equipes. Duas das maiores atletas da história do basquete brasileiro, a ex-armadora Paula e a ex-ala Hortência estarão nos bancos de reservas e serão madrinhas dos times Magic Paula e Rainha Hortência no Jogo das Estrelas.

Juntas na Seleção Brasileira, as duas atletas conquistaram medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Havana (1991), medalha de ouro no Mundial da Austrália (1994) e também medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996). Além disso, Paula e Hortência são as duas únicas brasileiras que integram o Hall da Fama do basquete feminino.

copa_hortencia
Juntas, Hortência e Paula fizeram história na Seleção Brasileira depois da conquista da medalha de ouro do Pan de 91 (Foto: Divulgação)

A Liga de Basquete Feminino (LBF CAIXA) é uma competição que conta com a CAIXA como patrocinadora master, e possui o apoio da Spalding, da Liga Nacional de Basquete (LNB) e do Ministério do Esporte.

Todas as 15 atletas que foram convocadas pelo técnico Antônio Carlos Barbosa, da Seleção Brasileira, e que se preparam para a disputa do Campeonato Sul-Americano participarão do Jogo das Estrelas. São elas: Iziane, Palmira, Isabela Ramona, Karina Jacob e Nádia, do Sampaio Corrêa Basquete, Bárbara, Joice e Gilmara, do Corinthians/Americana, Adrianinha, Tatiane Pachedo e Kelly, do Uninassau/América, Êga e Patty, do Maranhão Basquete, Jaqueline, do Santo André/APABA, e Tainá Paixão, sem clube.

Além das atletas da Seleção Brasileira, estarão presentes no Jogo das Estrelas as alas/armadoras Thaíssa (Santo André) e Karla Costa (Corinthians), a armadora Débora (América de Recife), a ala Izabella Sangalli (Corinthians), a ala/pivô Carina Fellipus (Sampaio Corrêa) e as pivôs Fabiana Guedes e Bárbara Souza (Presidente Venceslau). Nos próximos dias o Maranhão escolherá duas atletas para finalizar o elenco do Jogo das Estrelas da LBF CAIXA.

Após a definição das 24 atletas, será realizado um sorteio, com a presença de Paula e Hortência, para definir quais jogadoras estarão em cada equipe. As comissões técnicas dos times também serão definidas através de sorteio, sendo que Lisdeivi Pompa e Antônio Carlos Vendramini, finalistas da LBF CAIXA, serão os técnicos principais.

Também como parte da programação do Jogo das Estrelas da LBF CAIXA, será realizado o Torneio de 3 pontos com atletas representantes do Time Magic Paula enfrentando o Time Rainha Hortência. As atletas que se destacaram durante a temporada 2015/2016 da LBF CAIXA receberão seus prêmios individuais durante o evento em Campinas.

 

281535_597503_paula-315x325Campeãs mundiais com a Ponte Preta em 93 serão homenageadas

Aproveitando o local do Jogo das Estrelas, a Liga de Basquete Feminino também homenageará as atletas campeãs mundiais com a Ponte Preta em 1993. Na ocasião, o time campineiro, que contava com Paula e Hortência em seu elenco, venceu o Primizie Parma (ITA), por 102 a 86, e se sagrou campeão Mundial de Clubes.

A lendária técnica Maria Helena Cardoso estará presente na festa e será homenageada, assim como as atletas que fizeram parte do elenco da Ponte Preta naquela conquista e que escreveram seus nomes na história do basquete feminino.

(Fonte: Liga de Basquete Feminino)

Não vi Senna correr

1º de maio de 1994.

Eu não tinha nem 5 meses de vida quando uma das maiores tragédias do esporte vitimou o piloto Ayrton Senna da Silva, no GP de San Marino de Fórmula 1 em Ímola, na Itália.

Cresci ouvindo relatos dos meus pais e do meu irmão Felipe sobre o fatídico dia. Todos se lembram daquele 1º de maio como um dos dias mais tristes de suas vidas.

Nunca fui uma grande fã de automobilismo, apesar de ter boas lembranças da minha infância ao lado do meu pai, assistindo F1 nas manhãs de domingo. Lembro também de ter me declarado torcedora ferrenha da McLaren e do piloto Mika Hakkinen, só para contrariar meu irmão, fã incondicional da Ferrari de Michael Schumacher.

Às vezes me pergunto se hoje eu não seria mais uma apaixonada por F1 se eu tivesse sido da geração que viu Senna correr. Provavelmente sim.

Obrigada, Senna.

Mesmo sem ter tido a oportunidade de ver ao vivo seus shows nas pistas, a admiração pelo ídolo do esporte que você era, sempre foi e continuará sendo é imensa.

Porque ser ídolo não é apenas ser um bom esportista. Ser ídolo é ser um grande ser humano, e isso todos sabemos que você foi.

O meu, o seu, o nosso… há 76 anos!

Inaugurado em 27 de abril de 1940, o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho é a casa de todos os times paulistas. Palco de decisões importantes, o Pacaembu ainda abriga o Museu do Futebol e um complexo esportivo de uso gratuito aos moradores da capital.

Durante pouco mais de quatro anos, o palmeirense não tinha um lar para chamar de seu. No período das obras de construção da nova arena, o Palmeiras mandou a maioria dos seus jogos no Pacaembu. Somente em novembro de 2014, enfim, a espera terminou. Era chegada a hora de voltar para casa, agora mais moderna e luxuosa.

Print
Arte da capa: Demetrius Lima

Ao longo do processo de produção do meu livro-reportagem ‘Arquibancada – Território de Espetáculo e Consumo’, conversei com vários torcedores do Palmeiras que demonstraram um carinho enorme pelo estádio. Mesmo admitindo encantamento pela estrutura do Allianz Parque, era visível a nostalgia que tomava conta daqueles que se rendiam à simplicidade do concreto.

E não é só o charme das arquibancadas do Pacaembu que conta pontos para os torcedores. Questões como a gratuidade para crianças e idosos e pessoas com deficiência, estipulada pelo Art. 23 do capítulo V da Lei Municipal Nº 10.671/2003, também levantam discussões quanto à prática completamente contrária adotada no Allianz Parque.

Os preços elevados da arena palmeirense são barreiras para gente como a Camilla Werner Koeppl, palmeirense de 31 anos que tem uma má formação congênita no braço esquerdo e sempre frequentou o Pacaembu usufruindo da política de gratuidade. “O Allianz tem preço acima do aceitável. Além de ser difícil de conseguir ingresso, eu não acho os preços justos. Sempre achei o futebol um esporte popular e lá não tem nada de popular”, ela me disse à época. Casada e mãe de três crianças, Camilla não se imaginava frequentando a arena. “Se eu quisesse levar minha família, sem gratuidade para as crianças e para mim, que tenho deficiência, o valor total não caberia no meu orçamento”, afirmou.

Outro exemplo é do aposentado Raimundo de Morais, de 67 anos, palmeirense fanático que passou boa parte da sua vida na arquibancada do antigo Palestra Itália. Vivendo a expectativa da rara oportunidade de ver o Palmeiras jogar no Pacaembu – o Allianz Parque receberia shows e, por isso, transferiu duas partidas do Brasileirão 2015 para o estádio municipal -, Seo Raimundo se emocionou quanto lhe perguntei se ele iria conhecer a nova arena. “Só Deus sabe”, ele respondeu com um sorriso tímido nos lábios e a emoção já percorrendo nos olhos.

O recorte dado ao tema proposto no livro me permitiu apenas conversar com palmeirenses e juventinos, mas não há dúvidas de que muitas outras grandes histórias em todas as torcidas de São Paulo fazem parte desses 76 anos de memória. É por isso que a importância de se ter um templo do futebol como o Estádio do Pacaembu é imensurável, não só para paulistas e paulistanos, como para todo apaixonado pelo esporte bretão.


Documentário: ‘Pacaembu – O gigante sem dono’

Dirigido pelos jornalistas Plácido Berci, Pedro Maues e Vinícius Conde, em 2012, o filme, com 30 minutos de duração, conta com 18 entrevistados – que vão de personalidades como Pelé e Neymar, até a funcionários do complexo – que relembram histórias e opinam sobre o futuro do Pacaembu. (Via Catraca Livre)

Jornalista cria campanha para ajudar Serrano FC

O jornalista Eduardo Monsanto, apresentador e narrador da ESPN Brasil, colocou em prática um projeto que, a princípio, seria apenas o seu TCC em Gestão Técnica em Futebol pela Universidade do Futebol, para ajudar o time de sua cidade: o Serrano Futebol Clube, de Petrópolis, na Região Serrana no Rio de Janeiro.

Trata-se de um financiamento coletivo para custear a inscrição da equipe no Campeonato Carioca da Série C em 2016, que começa em junho, além de parcelar as dívidas do clube junto à Federação e adequar o Estádio Atílio Marotti às exigências do Estatuto do Torcedor.

Em entrevista ao Verminosos por Futebol, Dudu Monsanto contou um pouco mais sobre a sua relação com o time de Petrópolis e a ideia da campanha. Confira:

Verminosos por Futebol – Tu sempre fala do Tupi, mas não sabíamos dessa relação com o Serrano. É torcedor do Serrano tanto quanto do Tupi?
Dudu Monsanto – Eu virei Serrano muito antes de ser Tupi. Nasci em Petrópolis, e o primeiro estádio em que entrei na vida foi o Atilio Maroti, casa do Serrano. A relação com o clube é especialíssima: meu bisavô foi tesoureiro do Serrano no século passado; meus avós maternos Jayme e Dalva se conheceram num baile do clube; meu primeiro jogo como narrador de TV foi uma partida do Serrano na Segundona Carioca em 2000; e meu trabalho de conclusão de curso na UFJF foi um documentário sobre a maior vitória do Serrano (1×0 sobre o Flamengo de Zico em 1980).

Verminosos – Tu morou em Petrópolis até que idade?
Dudu – Nasci em Petrópolis em 1979, e saí de lá com 17 pra 18 anos quando passei no vestibular da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Verminosos – No período em Petrópolis, quais foram os jogos marcantes do Serrano que presenciou?
Dudu – Na época de ouro do time, quando frequentou a 1ª divisão carioca entre 1979 e 1981, eu era muito pequeno. O que mais me marcou foram esses primeiros jogos como narrador de TV. Guardei as fitas e subi algumas dessas partidas para o Youtube. É sempre bom lembrar do começo pra nunca perder a essência.

Verminosos – Tu tem camisas e outros artigos do time na tua coleção?
Dudu – Tenho sim! Guardo em Petrópolis as minhas camisas do Serrano do tempo de criança, que serão herdadas pelo meu filho José Eduardo, de nove meses. Tenho flâmula, caneca de chopp, camisas… Tudo o que tem direito!

Verminosos – O que te levou a lançar a campanha de financiamento coletivo?
Dudu – O momento econômico nos faz trabalhar com a possibilidade de que o empresariado local talvez não tenha condições de apoiar o projeto na intensidade que vamos precisar. Por isso, a Frente Azul optou pelo financiamento coletivo para dar ao povo de Petrópolis a chance de escolher se ele quer ver o time de novo no futebol profissional. Cada um vai poder ajudar com a quantia que lhe for viável.

Verminosos – A ideia partiu de ti para o clube ou do clube para ti? Como tem sido o apoio da diretoria?
Dudu – Concluí este ano um curso de Gestão Técnica em Futebol pela Universidade do Futebol. No trabalho de conclusão de curso, tive que definir um Planejamento Estratégico para um clube qualquer, real ou fictício. Escolhi o Serrano. O projeto ficou excelente, e entendi que viabilizá-lo era questão de encontrar as pessoas certas e mobilizar a cidade. Já temos as pessoas, agora é com a cidade!

Verminosos – Quanto tempo levou para elaborar o projeto e o material de divulgação?
Dudu – Em menos de um mês formamos a Frente Azul, elaboramos o projeto e botamos o bloco na rua. Um mês de março super intenso!

Verminosos – Tu vivenciou alguma história engraçada ou curiosa relacionada ao Serrano?
Dudu – As condições em que a gente narrava os jogos do Serrano eram muito precárias. Não tinha replay, eram só duas câmeras, um trabalho bem difícil. O lugar onde seriam as “cabines” era aberto, e volta e meia passava alguém na frente da câmera. Foi uma grande escola.

Verminosos – Tu viaja a Petrópolis com que frequência? Como é voltar ao estádio do Serrano?
Dudu – No mínimo de dois em dois meses vou pra Petrópolis rever minha família. Meus pais estão lá, tios, irmãos. E o Atilio Maroti pra mim é um lugar sagrado, e na minha memória afetiva é tão importante quanto o Museu Imperial ou a Catedral de São Pedro de Alcântara. É quase alguém da família!

Museu do Futebol exibe pré-estreia do filme ‘Fair Play?’

O tão conhecido e visitado Museu de Futebol, localizado no Estádio do Pacaembu, terá uma atração especial neste mês de abril. Nesta terça-feira (26/04), a partir das 19h, será exibido o pré-lançamento do filme “Fair Play?”, que conta a história da trajetória de uma bola, que passa pelas mãos e pelos pés de pessoas anônimas e notórias no mundo do futebol. As filmagens foram feitas em diversos países do mundo, tendo destino final o Brasil, pouco antes do início da Copa do Mundo de 2014.

Após a exibição do filme, o evento contará com a presença do jornalista esportivo Juca Kfouri participando de debate com Fernando Godoy e Sérgio Gagliardi. A entrada é gratuita.

SERVIÇO

Pré Lançamento do filme ‘Fair Play?’ e bate papo com Juca Kfouri, Fernando Godoy e Sérgio Gagliardi
Data: 26/04/2016 (terça-feira)
Horário: 19h às 22h
Local: Museu do Futebol – Auditório Armando Nogueira – Pça. Charles Miller, s/n – Pacaembu – São Paulo/SP

FilmeFairPlay